Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de maio de 2023

Mãe



Mãe, de onde você tira tanta força?

Pra tudo doar

Sem nada esperar?


Mãe, eu te amo

Mas por mais que eu tente

Meu amor não se compara

Ao que existe em seu coração ardente.


Um dia desses pensei em retribuir

Tudo que você fez por mim

Mas depois desistir

Pois as coisas que você fez por mim

não tem fim.


Você é muito mais do que a pessoa

Que me pôs no mundo

Você é meu porto seguro

Você é minha mãe, minha irmã, minha amiga...

Você é meu tudo.


Mãe me ensina a amar como você

Mãe, me ensina a viver.

domingo, 14 de agosto de 2022

Tião


Ao meu pai Sebastião
 

Meu pai 
Eu sei que não sou
O filho que você sempre sonhou
Você queria alguém alegre, divertido e ousado
E eu sou tão tímido, temperamental e mimado...

Mas meu pai
Nesse mundo errante
Será que é certo
Não te ter por perto
E ficarmos sempre distantes?

Me leve na sua moto
Em direção a lugar nenhum
Desviando das pedras do caminho, um a um.

Meu pai
Esses versos que eu declamo
È apenas para escrever
Três palavras que me sempre me falta dizer
Toda vez que eu me encontro com você:
Eu te amo

segunda-feira, 6 de junho de 2022

São João


 Que a luz da fogueira de São João

aqueça nossos corações.

Que nos tornemos mais humanos,

mais tolerantes, mais gente

Independente de nossas razões.


Que a chuva que cai nesses tempos modorrentos

Apague a luz das fogueiras

mas não a luz que sentimos por dentro.


Que neste São João sejamos gratos por nossa sorte

Que comamos o que puder

Pois sabemos que há pessoas

que não comerão uma pipoca sequer.


E a natureza eu peço um favor:

Que a chuva caia no sedente sertão

Mas tendes piedade de quem mora em barracão

Pois ver destruído o local em que se viveu é muita dor.

sábado, 19 de março de 2022

Raio do despertar


Eu sempre fui uma garota que fazia

o que os outros queriam

E parecia que as coisas nunca mudariam.


Eu tinha aos 30 anos

Um trabalho que a muitos invejaria

Mas que não me trazia alegria.


Eu tinha muitos amigos

Que eu pensava serem verdadeiros

Mas que sempre sumiam nos momentos derradeiros.


Eu tinha um namorado

Que eu não amava mais

Mas que na época eu nunca largaria

Pela velha mania

De pensar que outro melhor não encontraria.


Essa é a história

De como eu me livrei

De tudo que me fazia infeliz

E fui em busca do que eu sempre quis.


Hoje eu trabalho naquilo naquilo

Que eu nasci para fazer

Hoje eu tenho amigos que eu sempre desejei ter

E um homem que faz o meu coração arder.


Aos olhos de alguns eu tenho

muito o que lamentar.

Mas eu sei a verdade

Eu fui atingida pelo raio do despertar.


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Poema sem rótulo


Por que tenho que escolher

entre certo e o errado

Entre o bem e o mal

Entre morrer ou obedecer o sinal

Se nenhum moralista sabe o quão pesado

é o meu fardo?


O que teve início não precisa um fim ter

Junto com os porcos eu brinco na lama

Junto com os delinquentes eu piso na grama

Porque nenhum Estado me diz o que fazer! 


Mas eu acredito na minha lei e na minha ordem

No meu mundo ninguém mexe nos meus cds

E ninguém arranha meus dvds

Os defensores da lei e da ordem do mundo lá fora

que se devorem.


Sim eu sofro por ser assim

Mas guarde pra outro sua humanidade

Guarde pra quem necessite sua piedade

Porque esse sofrimento não manda em mim!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Vã sabedoria

Vã é a sabedoria

De quem não sabe viver

Vã é a sabedoria

De quem nunca viu uma flor na primavera crescer.


Vã é a sabedoria 

De quem não tem o que dar

Vã é a sabedoria

De quem não sabe amar.


Vã é a sabedoria

De quem sempre só espera o porvir

Vã é a sabedoria

De quem não sabe agir.


Vã é, e digo isso com minha caligrafia,

Vã é a minha sabedoria!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Bobby


 ao meu saudoso amigo canino


Tal poema não queria fazer

Preferia ter ainda tua companhia

E teus latidos de fingida valentia

Mas se quero homenageá-lo de alguma forma assim há de ser.


Sentirei falta dos teus arranhões na minha porta

Em busca das sobras da minha comida

Algo que sempre fazias

Embora nunca tenha repartido com você nenhuma torta.


Foste pra minha mãe um guardião zeloso

Zeloso até demais

Onde ela ia tu corrias atrás.


Obrigado amigo com sinceridade

Pelas nossas brincadeiras e até pela nossas brigas.

Pois as vezes tinha que repreender o que fazias,

Posso jurar pela tua morte que nada irá manchar

Nossa eterna amizade.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O lápis


Lápis com que agora escrevo

Es grande e pomposo

Mas chegara o dia em que não serás

mais tão majestoso


Irás se desgastar com o tempo

Ficara pequeno

Assim se sucedera

Pois não tens a engenhosidade de um cata-vento.


Por hora aproveito o momento

Em que ainda me és útil

E escreve o que minha mente manda escrever

Por mais que aches o que eu escrevo fútil

sábado, 10 de dezembro de 2016

Saudades


Hoje me atingiu um devastador sentimento de saudade
Quem nunca foi destroçado por esse sentimento
Não sabe o que é dor
Nunca provou desse amargor
Mas não sabe o que é felicidade.

Felicidade é o que sua lembrança me traz
Embora permaneça em meu coração
A cruel precisão
De te ver uma vez mais.

Se eu deixasse de saber o que é saudade
Também deixaria de saber o que é felicidade.

Por mais que essa sensação me faça sofrer
Eu digo com toda calma
Do fundo da minha alma
''Eu jamais quero te esquecer''.

Disarm


Quando você veio a mim
Com quatro pedras na mão
E ódio no coração.

Eu sabia exatamente o que fazer
Revidar, te fazer sangrar, te fazer sofrer
A velha lei de talião
Sempre praticada pelos homens de então.

Quando te vi ali
Com um sorriso nos lábios
paz na alma e disposição
para perdoar todo o mal que eu lhe fiz.

Eu tive que fugir para minha caverna de dissabor
Reconheci em sua face a mais pura felicidade e amor
E isso me assustou.

Amor é um sentimento perigoso e complicado
E aquele seu sorriso tinha o poder de me desarmar
Me fazer sorrir, me fazer amar
Mas eu estou em guerra
E um soldado em guerra não pode andar desarmado.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Crianças


Hoje todos dizem querer o bem
Mas a espada da maldade está afiada
E a máscara da hipocrisia está colocada
E no dia seguinte o hipócrita e o maldoso
Continuarão não se importando com nada nem com ninguém.

Quando o dia seguinte chegar
Muitas pessoas irão morrer
E muitos que estão vivos
Continuarão sem saber o que é viver
E nós continuaremos nos perguntando
A quanta maldade esse mundo poderá aguentar
Antes dele acabar.

Abençoados aqueles que ainda conservam a alma de criança
Que mesmo com mil motivos pra desistirem
Que mesmo sem terem para onde irem
Persistem na estranha mania de ter esperança.

E no dia seguinte quando esse humilde poema continuar sem ser lido
Os adultos que tramam sua sagrada guerra
Herdarão essa sangrenta terra
Mas vocês crianças estarão no paraíso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

18


Recordo-me do tempo em que eu te chupava por inteira
E eu não achava que seus outros relacionamentos eram importantes
E você não ligava com quem eu passava alguns instantes
Pois você sabia que em minha mente você era a primeira.

Agora tudo mudou
Você diz pra desistirmos
Que do jeito que está indo
Nossa estrada só levara a dor.

Mas meu amor
De que me vale viver
Se não posso sentir e ter
Em minha boca o gosto do seu sabor?

Agora quero chorar
E você diz que eu não devo desanimar
E a doçura das suas palavras me faz no futuro acreditar
Suas palavras foram ''hoje nós temos que esperar
Mas nosso dia vai chegar''

sábado, 30 de maio de 2015

Ode a morte.


Só aos mortos invejo
Aquilo que é vivo
E o que está fadado
A desejar nunca ter nascido.

Quando criança rimos bastante
Apenas para quando maduros
Não sucumbamos nos dias tristes, nos dias escuros
Provocados pela nossa existência errante.

Morte, a ti louvo pois estás sempre por perto
E o porto seguro do navegante
A estrada finda do viajante
A única coisa certa em um mundo incerto


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quando rei fui um dia


Eu já fui rei
Me considerava o mais sábio dos sábios
Mais inteligente que meus adversários
Eu fui um tolo agora eu sei.

Eu tinha tudo
Muito mais do que eu precisava ter
Agora posso ver
Me sentia o dono do mundo.

No meu coração não havia bondade
Só queria que todos
Obedecessem a minha vontade.

Desprezei as mais sinceras amizades
Em nome da vaidade
Condenei todos que tinham
A coragem de me dizer a verdade.

Me cerquei de bajuladores
Pessoas que não pensavam no meu bem
Que a tudo que eu fazia diziam amém
Bando de traidores!

As pessoas que me criticavam
Eu só dizia que queria paz
E com o passar do tempo
Nem meus bajuladores me aturaram mais.

Então sentado no meu trono
Sem ninguém que me tivesse dó
Me sentir extremamente só
Em perfeito e total abandono.

Então ao trono de rei renunciei
O meu reinado chegou ao fim
Hoje não quero mais ser
Senhor de povos e cidades
Quero ser senhor de mim!


Deixa estar


á Desi Veloso, escrito no dia que seria o aniversário do seu pai.


Você não precisa da luz do sol para brilhar
Seu brilho faz a própria lua te invejar
Mas de que adianta a luminosidade do ser
Quando vemos algo ou alguém que amamos perecer?

As minhas mais belas palavras
E as minhas melhores intenções
Jamais poderão curar a ferida
Que ficou em seu coração.

Mas antes do que você possa pensar
Assim como Paul McCartney
Você ouvirá a Madre Superiora
Lhe suspirar palavras de sabedoria: Deixa estar.

E se esse poema não
Aliviar sua dor
Ao menos finja que melhorou
Nem que seja só por solidariedade
Ao pobre autor



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O imutável


Minha mente está cheia
De pensamentos vazios
Meus olhos choram
Como a cachoeira de um rio
Me pareço com um aranha
Enrolada em sua própria teia.

A vida pode ser muito triste
Quando parece que as pessoas
Nem lembram que você existe.

Será que existo?
A vida vai passando
As pessoas vão mudando
E a tudo isso eu apenas assisto.

Aquilo que você chamava de seu
Não é mais teu
Tudo passa
Tudo muda
Menos eu.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sonhando ou acordado?

Um dia eu sonhei
Então acordei
Senti que despertei finalmente...
Até eu acordar novamente!

Agora me considero acordado
Me sinto inspirado
Escrevo um poema
Mas persiste o dilema:
Estarei eu agora sonhando ou acordado?

Minha analista


Minha analista!
O que faço com minha analista?
Ela fala quando quer falar
Pensa quando quer pensar
E sorrir duma maneira nunca antes vista.

Com o seu corpo esquálido
Ela diz coisas sobre mim,
Sobre tudo que me envolve em fim,
Capazes de derrubar um coração de granito.

E vós me dizeis
Com aquele voz juvenil
E com seu jeito pueril
Tudo aquilo, que no meu íntimo. eu já sei.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Medo


Velha amiga fizestes outra aposta
E ganhastes outra vez
Me conhecer melhor que meus aliados
Está sempre do meu lados.

Muitas vezes te odiei
Algumas vezes te respeitei
Dominaste o meu pensamento
Envenenaste meus sentimentos.

Mas se a frase que diz: ''diga -me com quem 
andas que te direi quem é'' for verdadeira
Então talvez aja dentro de mim
Essa tua astúcia arteira.

Agora que vejo em mim essa astúcia
Não tem medo dos meus semelhantes
Nem do teu semblante
Meu caríssimo amigo Medo


terça-feira, 29 de julho de 2014

Retorno


A adolescência foi solitária
Não importa quantos
Eu encontrei no caminho
Em certos momentos
Eu sempre me sentia sozinho.

A vida adulta é uma frustração
Eu pensava na infância
Que seria um gigante invencível
E olhe só pra mim!
Apenas uma criança grande sensível.
E acho que nunca esquecerei essa desilusão.

Multiplicaram meus conceitos
Mas multiplicaram-se também meus preconceitos.

E é com assombro descomunal
Que eu percebo que, apesar
De tudo que aprendi,
De tudo que vivi.
Somente na infância habitava em mim
Uma mente verdadeiramente racional!

Nesses momento arde em mim uma chama,
Uma pequena esperança,
Ainda que ela seja irrealizável,
Ainda que ela seja impensável,
Uma vontade louca de voltar a ser criança.