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sábado, 23 de novembro de 2013
Breaking Bad - Breve Analise da Quinta Temporada.
O ditado ''se quer conhecer alguém dê poder a ele'' cai como uma luva para a quinta e ultima temporada de Breaking Bad. Na última temporada da serie Walter White não tem que enfrentar nenhuma grande ameaça como Gustavo Fring, no inicio podemos nos sentir entediados devido a ausência de um antagonista para Walter White mas conforme ela avança percebemos, pouco a pouco, que o próprio Walter White se tornou uma ''grande ameaça''. Tanto que ele consegue a proeza de ferrar - de uma maneira ou de outra - com todos os demais personagens da serie.
Na metade da temporada podemos nos perguntar ''onde está o Walter White bonzinho que aprendemos a gostar?'' Bem na minha opinião esse Walter White ''bonzinho'' nunca existiu se ele parecia bonzinho antes é porque não tinha poder suficiente pra ser um grande filho da puta. ''Say my name?!'' pergunta Walter White duas vezes a um dos personagens até obter a resposta desejada: Heisenberg.
Considero o episódio Ozymandias o melhor dessa temporada é nela que vemos, de maneira brutal, o homem que Walter White sempre foi. Os dois últimos episódios servem pra Walter acertar as contas com os outros personagens e, principalmente, com ele mesmo.
Vai se duro se livrar da saudade de uma serie de alta qualidade e do personagem mais complexo da TV americana desde Tony Soprano mas os produtores mandaram bem ao encerrarem a serie quando ela estava no auge ao invés de lucrar o máximo possível com ela, como é de costume na TV americana. Cult até o final.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Analise de Breaking Bad - Quarta temporada
P.S: Se você ainda não assistiu as 3 primeiras temporadas de Breaking Bad
Devido aos acontecimentos da terceira temporada Walter e Jesse já começam essa temporada se sentindo sob a mira de um revólver. Logo no primeiro episódio Gus deixa bem claro que Walter se tornou um problema que ele não sabe como solucionar, a estratégia de Gus para se livrar do ''problema Walter'' e quanto tempo este tem de vida tendo como adversário alguém tão frio e pragmático são os temas centrais dessa temporada.
Walter passa a andar armado mas (pra variar) ele oculta o quanto pode sua atual situação para Skyler que entra de vez nos negócios ilícitos do maridão, planejando comprar o estabelecimento mais apropriado pra ele lavar o dinheiro que recebe pela fabricação de metanfentaminas.
Por outro lado Jesse se mostra incapaz de encarar o fato de que tirou a vida de alguém e pra tentar esquecer isso transforma sua casa num verdadeiro abrigo pra viciados e mendigos com muita música e drogas 24 horas por dia. Ao saber disso Gus cria uma elaborada estratégia e a serie toma um rumo insuspeito Jesse se torna cada vez mais valioso e Walter mais descartável.
Gustavo Fring
Desde a segunda temporada sabemos que Gustavo Fring é uma pessoa que gerencia seus negócios de maneira prudente mas é nessa temporada que temos uma dimensão mais precisa do quanto obstinado e manipulador ele é. Após os eventos da terceira temporada ele percebe que Jesse pode ser uma pessoa mais leal do que ele poderia supor e decide usar isso a seu favor, dando a Jesse algo que Walt nunca lhe deu: incentivo. Admiramos sua inteligência e o odiamos pela mesma razão pois sabemos que as chances de Walt White passar a perna em um cara assim são mínimas.
Jesse
Se existe algum personagem realmente inocente nessa temporada esse personagem é Jesse. ele reage as situações emocionalmente enquanto Walter e Gus absorvem os acontecimentos de maneira mais racional. Ele é o personagem chave dessa temporada e nem sequer
A ''morte'' de Walter White
O Walter White que aprendermos a gostar morre nessa temporada. È esse recado que os produtores passam de maneira nada sutil no fim do episódio Crawl Space. Após esse episódio a tênue linha que o diferenciava de homens como Gus desaparece.
Um triunfo da TV moderna
Pra quem tinha alguma dúvida de que a qualidade e originalidade dos seriados americanos do inicio desse século se equivale a dos filmes americanos dos anos 70 a quarta temporada de Breaking Bad não deixa a menor dúvida sobre isso. Até o termo seriado pode ser questionado pois a quarta temporada de Breaking Bad mais parece um filme dividido em 13 partes do que a temporada de uma serie tamanha é a precisão e coerência dos roteiros e dos diálogos, nenhum segundo sequer é perdido. .No fim da quarta temporada percebemos que mesmo as cenas que pareciam mais desnecessárias são essenciais para a conclusão dessa temporada. O ideal seria que todos os 13 episódios fossem exibidos numa tela de cinema para o público os aplaudir de pé. Depois dessa temporada só me resta dizer a mesma coisa que os críticos e os fãs da serie dizem a 5 anos: Breaking Bad é brilhante.
Analisando Gregory House
Porque Gregory House se tornou o filósofo de nossa geração, o pensador de nossa era? Vamos analisar algumas de suas características pra tentar entender esse fenômeno.
- Antissocial
Acredito que essa característica de House nos fascina porque todos nós algumas vezes temos vontade de ignorar todas as regras sociais e viver totalmente do jeito que nos der na telha sem nos preocuparmos com nada nem com ninguém.
- Manipulador
Nesse caso acho que o que fascina não é a manipulação em si mas a inteligência necessária pra se manipular alguém. No mundo competitivo em que vivemos saber manipular os outros virou uma meta a ser alcançada, mesmo que poucos admitam isso.
- Egocêntrico
House é acusado muitas vezes pelos outros personagens da série de só pensar em si mesmo, embora algumas vezes isso não seja verdade, na maioria das vezes a acusação procede. E realmente não há como jogar pedras em House por causa disso, muitos livros de auto-ajuda orientam as pessoas nessa direção: VOCÊ tem que aprender a ser um melhor profissão, VOCÊ tem que aprender a ser um melhor pai, VOCÊ tem que aprender a ser um melhor profissão e melhor pai ao mesmo tempo...
- Narcisista
Mais uma característica típica de nossa geração, como já disse aqui, na Internet muitos querem mostrar que são super inteligentes, super legais...com essa atitude só mostram que são superficiais. Mas House é um personagem fictício e está certo nos seus palpites 90% das vezes, na vida real as coisas são mais complexas.
- Sincero
Os costumes sociais nos dizem que devemos ser delicados ao falar de certos assuntos, que contar certas mentirinhas são necessárias, como disse Nietzche '' (...) nós somos, até a medula e desde o começo - habituados a mentir''. Na maioria das vezes House não dá a mínima pra esses costumes sociais, diz o que lhe vem a cabeça, muitas vezes pensamos em agir da mesma forma mas não conseguimos e ao ver House agindo dessa forma nos sentimos de certa forma vingados.
Conclusão:
Quando David Shore criou o personagem Gregory House ele não revolucionou a arte, ao longo da história, no teatro, no cinema e na literatura existiram inúmeros personagens rabugentos, sendo Scrooge de Um Conto de Natal - livro que eu recomendo e acho que todo fã de House tem a obrigação de ler - um dos mais emblemáticos. Personagens como ele nos fascinam porque vão além, além daquilo que a sociedade considera como a coisa certa, além daquilo que temos a coragem de fazer. O enorme fascínio que House desperta mostra como estamos frustrados com a sociedade atual ou que nos acostumamos tanto com os absurdos da sociedade que assistirmos House pra poder rimos delas. Eu disse no início desse texto que House era o pensador de nossa era? Eu me enganei, House é um grande personagem pra qualquer era. O seriado acabou mas Gregory House? Esse foi imortalizado.
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